3. O ano da primeira divulgação do romance “Úrsula”, de Maria Firmina dos Reis

SÉRIE DE POSTS SOBRE MARIA FIRMINA

“Úrsula”, o romance de Maria Firmina dos Reis

A história do romance “Úrsula”

A primeira publicação online da novela “Gupeva”

“A Escrava”, o conto de Maria Firmina dos Reis

“Cantos à Beira-Mar”, o livro de poemas de Maria Firmina dos Reis

A produção artística avulsa de Maria Firmina dos Reis

O “Álbum” (o diário) de Maria Firmina dos Reis

A educadora Maria Firmina dos Reis

O retrato falso de Maria Firmina dos Reis

RESUMO

Tema: a publicação da primeira resenha do romance “Úrsula”, da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis (11/3/1822 – 11/11/1917), resenha que precedeu em dois anos (no mínimo) o lançamento da obra.

Ano associado ao romance: 1859 (estampado na folha de rosto da primeira edição).

Publicação da primeira resenha: 17 de outubro de 1857 no jornal maranhense “A Imprensa” (ano I, número 40, página 3, segunda coluna), com o título “Prospecto”, assinada por O Caixeiro d’Alfaiate.

Primeiro registro da resenha: “A prosa de ficção nos jornais do Maranhão Oitocentista”, tese de doutorado de Antonia Pereira de Souza (março de 2017).

Campanhas de subscrição de “Úrsula”:

1. Campanha fracassada, iniciada em 17 de outubro de 1857 (“A Imprensa”, ano I, número 40, página 3, segunda coluna).

2. Campanha bem-sucedida, iniciada em 18 de fevereiro de 1860 (“A Imprensa”, ano IV, número 11).

Mês e ano de publicação do romance: agosto de 1860.

. Primeiro anúncio de “Vende-se”: 1º de agosto de 1860, no jornal “A Imprensa” (ano IV, número 61, página 4, terceira e quarta colunas), no mesmo dia da publicação da segunda resenha, no mesmo jornal e na mesma página (segunda coluna).

A divulgação de “Úrsula” na mídia do Maranhão (1857-1862):

1. Resenhas da obra.

. “A Imprensa”, 1º de agosto de 1860, ano IV, número 61, página 4, segunda coluna.

. “Jornal do Comércio”, 4 de agosto de 1860, ano III, número 61, página 2, terceira coluna.

. “A Moderação”, 11 de agosto de 1860.

. “A Verdadeira Marmota”, 13 de maio de 1861.

2. Anúncios de “Úrsula” nos periódicos maranhenses: 50 no total, durante dois anos e meio (de 18/2/1860 a 17/9/1862).

. “A Imprensa”: 18 e 22/2/1860; 11 e 16/4/1860; 1, 8, 15 e 18/8/1860; 12 e 19/9/1860; 3, 10, 17 e 27/10/1860; 22, 24 e 28/11/1860; 1, 22, 27 e 29/12/1860;

3/2/1861; 21, 27 e 30/3/1861; 17/4/1861; 11/5/1861; 13/6/1861; 31/7/1861; 31/8/1861; 12/10/1861; 23/11/1861; 4, 11, 21 e 26/12/1861;

2, 9 e 11/1/1862.

. “A Moderação”: 11/8/1860.

. “Publicador Maranhense”: 9, 10, 18 e 21/8/1860; 3/9/1860.

. “A Coalição”: 22/2/1862; 8 e 15/3/1862; 15/5/1862; 17/9/1862.

Dica

Caso queira ler o post em arquivo do Word (51 páginas, 65 imagens, 3,3 MB), no seu computador, clique neste link para baixá-lo.

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LINKS INTERNOS

Maria Firmina dos Reis e o romance “Úrsula”

A questão sobre a datação de “Úrsula”

. A primeira resenha (1857)

. O verdadeiro ano de lançamento de “Úrsula” (1860)

Resenhas de “Úrsula” nos periódicos do Maranhão

. 17 de outubro de 1857 (“A Imprensa”)

. 1º de agosto de 1860 (“A Imprensa”)

. 4 de agosto de 1860 (“A Jornal do Comércio”)

. 11 de agosto de 1860 (“A Moderação”)

. 13 de maio de 1861 (“A Verdadeira Marmota”)

Anúncios de “Úrsula” nos periódicos do Maranhão

O busto de Maria Firmina

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O TEXTO COMPLETO

O ANO DA PRIMEIRA DIVULGAÇÃO DO ROMANCE “ÚRSULA”, DE MARIA FIRMINA DOS REIS

Maria Firmina dos Reis e o romance “Úrsula”

A primeira romancista brasileira, Maria Firmina dos Reis (11/3/1822 – 11/11/1917), autora de “Úrsula”, nasceu em São Luís (MA), situada na ilha de Upaon-Açu, mas viveu desde os 5 anos de idade na então Vila de Guimarães.

Mulher parda (segundo os testemunhos existentes), era filha do negro João Pedro Esteves com a escrava alforriada Leonor Fillipa dos Reis, também negra.

Os dados sobre a data do nascimento e a etnia da mãe de Maria Firmina foram corrigidos em 2017, graças a uma pesquisa da presidente da Academia Ludovicense de Letras (ALL, São Luís, MA), a psicóloga, poeta e escritora maranhense Dilercy Adler. Até então, os dados registrados pelo pesquisador José Nascimento Morais Filho indicavam que a data seria 11 de outubro de 1825, e que a mãe de Maria Firmina seria branca.

Essas descobertas recentes levaram a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão a aprovar, em outubro de 2017, um Projeto de Lei que alterou a data do Dia da Mulher Maranhense, de 11 de outubro para 11 de março.

projeto de lei - 1

projeto de lei - 2

projeto de lei - 3

http://www.al.ma.leg.br/diarios/arquivos/DIARIO147-24-10-17.pdf

Maria Firmina seguiu a destinação imposta às mulheres do seu tempo: teve de optar entre se casar “bem” ou trabalhar como professora.

Professora de primeiras letras (antiga denominação da instrução básica), função pública que exerceu de 1847 a 1881, Maria Firmina não pôde usufruir do convívio com o meio literário da capital da antiga Província do Maranhão, por viver em Guimarães, distante cerca de 5 horas da ilha natal por via marítima. Em linha reta, as cidades distam 58,6 km. Atualmente são ligadas por 205 km de estrada.

Ainda assim, desenvolveu atividade literária incomum para uma mulher maranhense do seu tempo, mais ainda se considerarmos sua condição social e sua etnia: na época, a escravidão se constituía em elemento estrutural da economia maranhense e também da brasileira, a ponto de, em Guimarães, haver quase um escravo negro para cada duas pessoas livres.

Incomum também foi a estreia de Maria Firmina nas Letras: não um poema ou um conto, como era corriqueiro, mas um romance de quase 200 páginas, na formatação adotada na época.

Não há notícia de nenhum estímulo externo, na forma de pessoa ou grupo literário, que tenha sido determinante na escolha de Maria Firmina pela literatura e, especificamente, pelo romance: tratou-se de escolha automotivada. A única figura artística ligada à escritora era o também escritor e gramático Sotero Reis (1800-1871), seu primo. Mas a ausência de uma apresentação da prima iniciante em “Úrsula” sugere que o parentesco não se traduziu em apoio literário.

Nesse aspecto, como veremos em post deste blog, a iniciativa da escritora maranhense assemelha-se bastante à da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, outra negra que se valeu da literatura para deixar sua marca na história, também movida por ímpeto independente de autoexpressão e pelo combate às injustiças vivenciadas em seu cotidiano.

“Úrsula” conta, em primeiro plano, a história de um amor idealizado e trágico entre a protagonista que dá nome ao romance e Tancredo, bacharel pertencente a uma família abastada da região. Em segundo plano, a trama aborda as questões da opressão das mulheres pelos homens, assim dos negros por seus senhores brancos.

Em determinados pontos da narrativa, especialmente no capítulo IX, intitulado “A preta Susana”, os planos se invertem: a tragédia coletiva dos negros cativos se torna mais importante do que a história pessoal de Úrsula e Tancredo. Esse capítulo entrou para a história da literatura nacional por ser o primeiro em que um personagem negro conta a sua história, sem intermediação do narrador.

“Úrsula” é o primeiro romance de autoria de escritora brasileira. Em outro post, trataremos da polêmica sobre “a primeira romancista brasileira”, apresentando todas as “candidatas” a esse honroso posto literário.

Além do romance, Maria Firmina publicaria a novela “Gupeva”, em 1861, o livro de poemas “Cantos à Beira-Mar” em 1871, o conto “A Escrava” em 1887, e vários poemas nas folhas de periódicos maranhenses.

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A questão sobre a datação de “Úrsula”

Em todas as fontes disponíveis na internet, em livros e em trabalhos acadêmicos, um só ano é associado ao romance: 1859.

A informação consta da folha de rosto da primeira e única edição de “Úrsula”.

1859 - Biblioteca Benedito Leite - ACCR

Imagem copiada da página 130 de “Autoria, Devir e Tradição: os ‘Entre-lugares’ do sujeito no romance ‘Úrsula'”, dissertação de Ana Carla Carneiro Rio (2015).

https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/4894

* * *

A primeira resenha de “Úrsula” (1857)

Uma pesquisa realizada na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional revelou uma surpresa a esse respeito. Em 17 de outubro de 1857, o jornal maranhense “A Imprensa”, (ano I, número 40, página 3, segunda coluna) publicou uma resenha do romance na coluna “Publicações a Pedido”, com o título “Prospecto”. Assinada por “O Caixeiro d’Alfaiate”, o texto nomeava com precisão os personagens e abordava aspectos da trama que fariam parte da história lançada mais de dois anos depois. Eis o texto atualizado da resenha:

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“A Imprensa”, 17/10/1857, ano I, número 40, página 3, segunda coluna.

PUBLICAÇÕES PEDIDAS

Prospecto

─ O romance brasileiro que se vai dar ao prelo sob a denominação de ─ ÚRSULA ─ é todo filho da imaginação da autora, jovem Maranhense, que soltando as asas à sua imaginação, estreia a sua carreira literária oferecendo ao Ilustrado Público da sua nação as páginas, talvez por demais vazias de um estilo apurado, como o é o do século, mas simples, e os pensamentos, não profundos, mas entranhados de patriotismo. Todo ele ressente-se de amor nacional e de uma dedicação extrema à Liberdade.

Os personagens da sua obra, não os foi buscar num fato original; a existência desses entes criou-a ela, no correr da mente.

A autora simpatiza com o que há de belo nas solidões dos campos, na voz dos bosques e no gemer das selvas, e por isso preferiu tecer os fios do seu romance, melhor que nos salões dourados da corte, nos amenos campos e nas gratas matas do seu país.

Recolhida ao seu gabinete a sós consigo mesma, a autora brasileira tem procurado estudar os homens e as coisas, e o fruto desses esforços de sua vontade é: ─ ÚRSULA ─.

A donzela, que vai aparecer-vos sob esse nome, vivendo isolada nas solitárias regiões do Norte, não é um desses tipos de esmerada civilização, mas, longe de serem selvagens os seus costumes, Úrsula tinha o cunho de um caráter ingênuo e puro, com o só defeito de ser talvez por demais ardente e apaixonada a sua alma. Constante nos seus afetos, essa donzela não se assemelha a tantas outras mulheres volúveis e inconsequentes que, aprendendo desde o berço a iludir, deslustram o seu sexo, mal compreendendo a missão de paz e de amor de que as incumbiu Deus.

Talvez um amor estremecido e uma prevenção desde o berço, alimentada contra seu tio, o comendador P., lhe dê por um momento os traços de leviandade, mas se atentarmos que Úrsula, no verdor dos anos, arrastada por essas duas paixões imperiosas que tão fatais lhe foram, conservou a pureza de uma alma angélica, confessaremos que a predileta da autora tinha o caráter firme, como sói ser o das almas grandes e virtuosas.

Úrsula tinha a imaginação ardente das filhas do Norte, e como elas guardava na alma sentimentos nobres e um afeto e uma dedicação que só o túmulo saberá extinguir.

Menos ardente não era o coração do jovem Tancredo ― essas duas almas perfeitamente harmonizavam. O comendador invejou tão extrema ventura e lançou absinto no vaso de suas doces esperanças: podia ter sido generoso, mas seu amor era terrível, ele não pôde perdoar.

Túlio e Susana representam essa porção do gênero humano tão recomendável pelas suas desditas ─ O Escravo! ─. A autora tem meditado sobre a sorte desses desgraçados entes, tem-lhes escutado as lacrimosas nênias e o gemer saudoso, a recordação de uma vida que já lá passou, mas que era bela nas regiões da África!…

É um brado a favor da humanidade ― desculpai-a…

Subscreve-se para esta obra na tip. [tipografia] do Progresso, do Observador, do Diário [do Maranhão] e do Publicador [Maranhense] ― preço por cada exemplar brochado ― 2s000rs.

O CAIXEIRO D’ALFAIATE.

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 1.jpg

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 2

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 3

http://memoria.bn.br/docreader/035156/143

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Alguns meses depois de ter encontrado essa primeira resenha de “Úrsula”, na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, uma surpresa: ao baixar a tese de doutorado intitulada “A prosa de ficção nos jornais do Maranhão Oitocentista”, de Antonia Pereira de Souza (João Pessoa, PB), descobri que o texto da resenha fazia parte da página 232 desse trabalho, apresentado em março de 2017.

http://tede.biblioteca.ufpb.br/handle/tede/9172

Portanto, a Antonia cabe a primazia dessa descoberta ― assim como de outra: a dedicatória de João Clímaco Lobato (o primeiro romancista maranhense) a Maria Firmina dos Reis, no livro “A Virgem da Tapera” (1865). Essa dedicatória será abordada em outro post desta série.

Essa resenha prova que o romance de Maria Firmina dos Reis já estava pronto em 1857. Repare na palavra “Subscreve-se” no início do parágrafo final, que indica uma prática habitual nos primórdios da produção literária brasileira: a chamada a subscritores que, com o seu pagamento adiantado, garantiam a publicação de uma obra, recebendo depois um exemplar, à época do lançamento. A prática era empregada tanto para livros inteiros quanto para histórias publicadas em folhetos, ou seja, em partes.

Muito provavelmente, não houve resposta positiva do público a esse chamado. Pode-se considerar que a resenha não tenha ajudado, assim como o fato de ter sido a única menção ao romance, seja naquele ano (1857), seja no ano seguinte. Some-se a isso o fato de que Maria Firmina não frequentava o meio literário de São Luís.

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O verdadeiro ano de lançamento de “Úrsula” (1860)

Outra constatação curiosa revelada na pesquisa foi a ausência de anúncios e resenhas do romance em 1859, ano impresso na folha de rosto do livro. Essa ausência é explicada pela sequência integral de anúncios mostrada na seção final deste post.

O primeiro anúncio saiu também no jornal “A Imprensa”, em 18 de fevereiro de 1860 (ano IV, número 11). Mas a informação reproduzia o chamado da resenha: “Assina-se nesta tipografia”. Ou seja, o romance ainda não havia sido impresso.

1860 - Mês 2, Dia 18 - A Imprensa - Anúncio - JNMF

“A Imprensa”, 18/2/1860, número 11.

“Maria Firmina – Fragmentos de uma Vida”, José Nascimento Morais Filho (São Luís, 1975).

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365495112380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem

Os anúncios seguintes, de 22/2 e de 11 e 16/4 repetiram a informação, no mesmo “A Imprensa”.

Somente no anúncio de 1º de agosto, lê-se “Vende-se nesta tipografia…”.

1860 - Mês 8, Dia 1 - A Imprensa - Anúncio

“A Imprensa”, ano IV, número 61, página 4, terceira e quarta colunas.

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1064

E este número traz a segunda resenha do romance, com este início:

“Nova publicação ― Acaba de sair dos prelos do ‘Progresso’ o romance original ― Úrsula ― nitidamente impresso e em elegante formato.”

1860 - Mês 8, Dia 1 - A Imprensa - Resenha

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1064

Tudo parece indicar que “Úrsula” só começou a ser vendido, de fato, em agosto de 1860, após ser bem-sucedida a segunda campanha de subscrição.

Esta discrepância entre o ano impresso na folha de rosto e o ano de circulação do romance foi inicialmente observada pelo pesquisador José Nascimento Morais Filho, em seu livro “Maria Firmina – Fragmentos de uma Vida” (São Luís, 1975):

“Mas a conclusão a que chegamos com justificável fundamento é que o livro só circulou em 1860, pois no mês de fevereiro começa a publicação do seguinte anúncio no jornal ‘A Imprensa'”.

E Nascimento reproduz o primeiro anúncio, mostrado acima. Continua o pesquisador:

“E ainda.

“Só no mês de agosto no mesmo jornal ‘A Imprensa’ que começa a aparecer o seguinte anúncio.”

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365495112380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem

E Nascimento reproduz o anúncio de 8 de agosto publicado no jornal “A Imprensa”, em que se lê: “Vende-se nesta tipografia…”.

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365488737380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem

Mas, como vimos acima, o anúncio da venda do romance teve seu início em 1º de agosto, no mesmo jornal.

No anúncio de 9 de agosto, agora no “Publicador Maranhense”, a confirmação dessa suspeita de que “Úrsula” foi realmente posto à venda somente em agosto de 1860: “Acaba de sair dos prelos da tipografia do Progresso, e acha-se à venda este interessante romance, na mesma tipografia, e na livraria do Sr. Antônio Pereira Ramos de Almeida”.

1860 - Mês 8, Dia 9 - Publicador Maranhense - Anúncio

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 180, página 4, segunda coluna.

http://memoria.bn.br/DocReader/720089/11081

Mais um dado importante: esse mês (agosto de 1860) coincide com as datas de duas outras resenhas. A última seria publicada somente em maio do ano seguinte.

Ou seja, o romance estava pronto para ir ao prelo em 1857, mas só foi impresso em 1860. Por motivo desconhecido, o ano de 1859 saiu na folha de rosto.

Citando Nascimento:

“Mas a apreciação crítica do ‘Jornal do Comércio’ de 4 de 8 (ver ‘Apreciações Críticas’) informa que pelo menos a 1º de agosto circulara enfim pela cidade de São Luís o primeiro romance da literatura brasileira escrito por uma mulher!…”

E explica a discrepância entre o ano impresso na folha de rosto de “Úrsula” e o ano de publicação do romance:

“Este fato, no entanto, não foi o primeiro nem será o último.

“Em janeiro de 1847 aparecem os ‘Primeiros Cantos’, de Gonçalves Dias, trazendo no frontispício a data de 1846 (Manuel Bandeira – Obras Poéticas de G. Dias)”.

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365488737380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem

A propósito, o livro de José Nascimento Morais Filho é a principal referência para a vida e a obra de Maria Firmina dos Reis. Infelizmente, como acontece com tantos livros fundamentais para o conhecimento do passado da nossa literatura, a ausência de reedições impede o acesso a essas obras, prejudicando leitores e estudiosos. Esse destino também está reservado a boa parte da excelente produção da extinta Editora Mulheres.

Ainda quanto ao assunto “publicação”, é importante lembrar que em meados do século XIX não havia editoras no Brasil. As tipografias imprimiam periódicos e livros que geralmente eram viabilizados pelo sistema de subscrição antecipada. Também não havia editores de texto: os periódicos literários, por exemplo, eram produzidos domesticamente, em regra por um grupo de amigos, e depois levados à tipografia para impressão.

O primeiro anúncio do romance, em 18 de fevereiro de 1860, seria acompanhado de outros 49 anúncios, publicados em quatro jornais diferentes, até 17 de setembro de 1862.

Essa divulgação, incomum para os padrões da época (dois anos e meio), parece indicar uma boa receptividade à obra de Maria Firmina, ao contrário da verificada na primeira tentativa de subscrição.

Outro ponto importante: a maioria dos anúncios aparecia em destaque na página, e nenhum deles foi acompanhado de outro livro vendido pela tipografia. Além disso, não foram encontrados anúncios de outros livros nos quatro jornais, a não ser de um eventual Almanaque tradicionalmente vendido no final de um ano.

“Úrsula” reinou sozinho nos anúncios dos jornais do Maranhão, durante mais de dois anos. Apesar disso, não se tem notícia de uma segunda edição do romance, nem do total de exemplares da primeira edição.

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Resenhas de “Úrsula” nos periódicos do Maranhão

São conhecidas quatro outras resenhas do romance, além da primeira publicada em 1857: três em 1860 (1, 4 e 11 de agosto) e uma em 1861 (13 de maio).

Ao contrário do resenhista inicial (17/10/1857), os demais não respeitaram o desejo de Maria Firmina, implícito na escolha do pseudônimo “Uma Maranhense”, e divulgaram o seu nome real.

Abaixo, os textos de todas as resenhas do romance.

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1857

17 de outubro

A resenha reproduzida acima, publicada no jornal “A Imprensa” (ano I, número 40, página 3, segunda coluna).

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 1

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 2

1857 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Resenha - 3

http://memoria.bn.br/docreader/035156/143

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1860

1º de agosto

“A Imprensa”, ano IV, número 61, página 4, segunda coluna.

* * * * *

Nova publicação ― Acaba de sair dos prelos do “Progresso” o romance original ― Úrsula ― nitidamente impresso e em elegante formato.

É a primeira tentativa de uma comprovinciana ― a Sr.ª Maria Firmina dos Reis, professora de Guimarães ― e para tentativa [de] estreia ela [inicia] mui bem a carreira de romancista, e por isso pedimos-lhe desculpa de vir imprudentemente denunciar o seu nome, que com tanto empenho e modéstia trata de ocultar.

Descrições mui belas da nossa natureza, reflexões filosóficas e morais de subido valor, muita imaginação, são qualidades que tornam recomendado este romance. Alguma incorreção de estilo, um ou outro tipo incompletamente desenvolvido são defeitos próprios de quem começa, e principalmente em uma senhora, que não tem estudos completos e que vive retirada em uma vila, longe do trato e das conversações, ou melhor, como ela se expressa no prólogo de sua estimável obra: ― “de educação acanhada, e sem o trato e a conversação dos homens ilustrados, que aconselham, que discutem e que corrigem”.

Não devemos deixar morrer no nascedouro um talento tão formoso, e cumpre que o acoroçoemos [apoiemos] e o aplaudamos para que, animado e confiado em si, produza frutos melhores e mais sazonados.

A aceitação nestes casos é a procura da obra ― é o esgotamento rápido da edição. É o que cremos acontecerá com esta publicação, apesar de ter aparecido em época de efervescência eleitoral.

1860 - Mês 8, Dia 1 - A Imprensa - Resenha

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1064

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4 de agosto

“Jornal do Comércio”, ano III, número 61, página 2, terceira coluna.

* * * * *

Obra nova ― Com o título Úrsula publicou a Sra. D. Maria Firmina dos Reis um romance nitidamente impresso que se acha à venda na tipografia do Progresso.

Convidamos aos nossos leitores a apreciarem essa obra original maranhense, que, conquanto não seja perfeita, revela muito talento na autora, e mostra que se não lhe faltar animação, poderá produzir trabalhos de maior mérito. O estilo fácil e agradável, a sustentação do enredo e o desfecho natural e impressionador põem patentes neste belo ensaio dotes que devem ser cuidadosamente cultivados.

É pena que o acanhamento mui desculpável da novela escrita não desse todo o desenvolvimento a algumas cenas tocantes, como as da escravidão, que tanto pecam pelo modo abreviado com que são escritas.

A não desanimar a autora na carreira que tão brilhantemente ensaiou, poderá para o futuro, dar-nos belos volumes.

1860 - Mês 8, Dia 4 - Jornal do Commercio - Resenha - 2

http://memoria.bn.br/DocReader/030066/904

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11 de agosto

“A Moderação” (dados do jornal não informados pela fonte, José Nascimento Morais Filho, em “Maria Firmina: Fragmentos de uma Vida”, São Luís, 1975).

* * * * *

“Crônica Semanária”

ÚRSULA ― Acha-se à venda na Tipografia do Progresso este romance original brasileiro, produção da exma. sra. Maria Firmina dos Reis, professora pública em Guimarães.

Saudamos a nossa comprovinciana pelo seu ensaio, que revela de sua parte bastante ilustração; e, com mais vagar emitiremos a nossa opinião, que desde já afiançamos não será desfavorável à nossa distinta comprovinciana.

1860 - Mês 8, Dia 11 - A Moderação

Página 287 de Anexos AE da tese de doutorado “Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX”, Algemira de Macêdo Mendes, 2006.

http://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/4207

Observação

A promessa de resenha detalhada não se concretizou.

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1861

13 de maio

“A Verdadeira Marmota” (dados do jornal não informados pela fonte, José Nascimento Moraes Filho, em “Maria Firmina: Fragmentos de uma Vida”, São Luís, 1975).

* * * * *

A AUTORA DE ÚRSULA ― Raro é ver o belo sexo entregar-se a trabalhos de espírito e, deixando os prazeres fáceis do salão, propor-se aos afãs das lides literárias.

Quando, porém, esse ente, que forma o encanto da nossa peregrinação na vida, se dedica às contemplações do espírito, surge uma [Madame] Roland, uma [Madame de] Staël, uma [George] Sand, uma H. [Harriet Beacher] Stowe, que vale cada uma delas mais do que bons escritores; porque reúne, à graça do estilo, vivas e animadas imagens, deliciosos quadros e esse sentimento delicado que só o sexo amável sabe exprimir.

Se é, pois, coisa peregrina ver, na Europa ou na América do Norte, uma mulher que, rompendo o círculo de ferro traçado pela educação acanhada que lhe damos, nós os homens, e indo, por diante de preconceitos, apresentar-se ao mundo, servindo-se da pena, e tomar assento nos lugares mais proeminentes do banquete da inteligência, mais grato e singular é ainda ter de apreciar um talento formoso e dotado de muitas imaginações despontando no nosso céu do Brasil, onde a mulher não tem quase educação literária, onde a sociedade dos homens de letras é quase nula.

O aparecimento do romance Úrsula na literatura pátria foi um acontecimento festejado por todo o jornalismo e pelos nossos homens de letras, não como por indulgência, mas como uma homenagem rendida a uma obra de mérito.

Em verdade que o é esse livro, que se apresentou sem nome da autora, modestamente e ainda sem apregoadores.

As suas descrições são tão naturais e poéticas, que arrebatam; o enredo, tão intricado que prende a atenção e os sentidos do leitor; o diálogo é animado e fácil; os caracteres estão bem desenhados ― como o de Túlio, do Comendador, de Tancredo e de Úrsula.

Sua autora, D. Maria Firmina dos Reis, professora de português na vida de Guimarães, revelou um grande talento literário, porquanto com poucos e acanhadíssimos estudos, ainda menos leitura do que há de bom e grandioso na literatura francesa e inglesa, o que fez deve a si, a seu fértil e prodigioso engenho, e a mais ninguém.

A nossa comprovinciana não é só romancista: também conversa com as musas.

Oferecemos hoje aos nossos leitores algumas de suas produções que vêm dar todo o brilho e realce à nossa Marmota, que ufana-se de poder contar doravante com tão distinta colaboradora, que servirá por certo de incentivo às nossas belas, que talvez, com o exemplo, cobrem ânimo e se atrevam a cultivar tanto talento que anda acaso por aí oculto.

A poesia é o dom do céu, e a ninguém dotou mais largamente a divindade do que ao ente delicado, caprichoso e sentimental ― a mulher.

O belo sexo não deve viver segredado de tão sublime arte ― os encantos e ornatos do espírito são sua partilha ―: tome a senda que lhe abre com tão bons auspícios, rodeada de aplausos merecidos, D. Maria Firmina dos Reis, e siga-lhe os brilhantes voos.

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365488737380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem 1

Imagem 2

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Anúncios de “Úrsula” nos periódicos do Maranhão

O primeiro anúncio do romance “Úrsula” saiu em 18 de fevereiro de 1860 no jornal “A Imprensa”, de São Luís, Maranhão, e o último em 17 de setembro de 1862, no jornal “A Coalição”: no total, 50 anúncios, todos exibidos abaixo.

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1860

18 de fevereiro

“A Imprensa”,  ano IV, número 11.

1860 - Mês 2, Dia 18 - A Imprensa - Anúncio - JNMF

“Maria Firmina – Fragmentos de uma Vida”, José Nascimento Morais Filho (São Luís, 1975).

URSULA

ROMANCE BRASILEIRO

POR

UMA MARANHENSE

UM VOLUME EM 8º PREÇO DE 2,000

Esta obra, digna de ser lida não só pela singeleza e elegancia com que é escripta, como por ser a estréa de uma talentosa maranhense, merece toda a protecção publica para animar a sua modesta senhora afim de continuar a dar-nos provas de seu bello talento.

Assigna-se nesta typographia.

Fonte

Página do sociólogo Rafael Balseiro Zin no Facebook

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155365495112380&set=a.10155365582232380&type=3&theater

Imagem

22 de fevereiro

“A Imprensa”, ano IV, número 15, página 4, quarta coluna.

1860 - Mês 2, Dia 22 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1052

11 de abril

“A Imprensa”, ano IV, número 29, página 4, segunda coluna.

1860 - Mês 4, Dia 11 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1056

16 de abril

“A Imprensa”, ano IV, número 39, página 4, quarta coluna.

1860 - Mês 4, Dia 16 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1060

1º de agosto

“A Imprensa”, ano IV, número 61, página 4, terceira e quarta colunas.

1860 - Mês 8, Dia 1 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1064

Observação

Resenha e anúncio na mesma página.

8 de agosto

“A Imprensa”, ano IV, número 62, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 8, Dia 1 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1314

9 de agosto

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 180, página 4, segunda coluna.

1860 - Mês 8, Dia 9 - Publicador Maranhense - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/720089/11077

10 de agosto

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 181, página 4, terceira coluna.

1860 - Mês 8, Dia 10 - Publicador Maranhense - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/720089/11081

11 de agosto

“A Moderação”.

1860 - Mês 8, Dia 11 - A Moderação - Anúncio

Imagem do anúncio na página 287 do Anexo 1 da tese de doutorado “Maria Firmina dos Reis e Amélia Beviláqua na história da literatura brasileira: representação, imagens e memórias nos séculos XIX e XX”, de Algemira de Macêdo Mendes, 2006.

http://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/4207/1/000390035-Texto%2bCompleto%2bAnexos%2bA-E-1.pdf

15 de agosto

“A Imprensa”, ano IV, número 65, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 8, Dia 15 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1322

18 de agosto

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 187, página 4, segunda coluna.

1860 - Mês 8, Dia 18 - Publicador Maranhense - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/720089/11105

18 de agosto

“A Imprensa”, ano IV, número 66, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 8, Dia 18 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1326

21 de agosto

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 189, página 3, terceira coluna.

1860 - Mês 8, Dia 21 - Publicador Maranhense - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/720089/11112

3 de setembro

“Publicador Maranhense”, ano XIX, número 200, página 4, terceira coluna.

1860 - Mês 9, Dia 3 - Publicador Maranhense - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/720089/11157

12 de setembro

“A Imprensa”, ano IV, número 73, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 9, Dia 12 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1354

19 de setembro

“A Imprensa”, ano IV, número 75, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 9, Dia 19 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1358

3 de outubro

“A Imprensa”, ano IV, número 79, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 10, Dia 3 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1370

10 de outubro

“A Imprensa”, ano IV, número 81, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 10, Dia 10 - A Imprensa - Anuncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1076

17 de outubro

“A Imprensa”, ano IV, número 83, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 10, Dia 17 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1382

27 de outubro

“A Imprensa”, ano IV, número 86, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 10, Dia 27 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1394

22 de novembro

“A Imprensa”, ano IV, número 93, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 11, Dia 22 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1418

24 de novembro

“A Imprensa”, ano IV, número 94, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 11, Dia 24 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1422

28 de novembro

“A Imprensa”, ano IV, número 95, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 11, Dia 28 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1426

1º de dezembro

“A Imprensa”, ano IV, número 96, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 12, Dia 1 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1430

22 de dezembro

“A Imprensa”, ano IV, número 102, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 12, Dia 22 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1454

27 de dezembro

“A Imprensa”, ano IV, número 103, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 12, Dia 27 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1458

29 de dezembro

“A Imprensa”, ano IV, número 104, página 4, segunda e terceira colunas.

1860 - Mês 12, Dia 29 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1462

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1861

3 de fevereiro

“A Imprensa”, ano V, número 9, página 4, terceira e quarta colunas.

1861 - Mês 2, Dia 3 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1498

21 de março

“A Imprensa”, ano V, número 22, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 3, Dia 21 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1550

27 de março

“A Imprensa”, ano V, número 24, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 3, Dia 27 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1558

30 de março

“A Imprensa”, ano V, número 25, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 3, Dia 30 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1562

17 de abril

“A Imprensa”, ano V, número 30, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 4, Dia 17 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1582

11 de maio

“A Imprensa”, ano V, número 37, página 4, primeira e segunda colunas.

1861 - Mês 5, Dia 11 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1610

12 de junho

“A Imprensa”, ano V, número 46, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 6, Dia 12 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1646

31 de julho

“A Imprensa”, ano V, número 60, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 7, Dia 31 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1702

31 de agosto

“A Imprensa”, ano V, número 69, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 8, Dia 31 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1738

12 de outubro

“A Imprensa”, ano V, número 81, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 10, Dia 12 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1738

12 de outubro

“A Imprensa”, ano V, número 81, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 10, Dia 12 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/docreader/035156/1786

23 de novembro

“A Imprensa”, ano V, número 93, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 11, Dia 23 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1834

4 de dezembro

“A Imprensa”, ano V, número 96, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 12, Dia 4 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1846

11 de dezembro

“A Imprensa”, ano V, número 98, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 12, Dia 11 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1854

21 de dezembro

“A Imprensa”, ano V, número 101, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 12, Dia 21 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1866

26 de dezembro

“A Imprensa”, ano V, número 102, página 4, segunda e terceira colunas.

1861 - Mês 12, Dia 26 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1870

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1862

2 de janeiro

“A Imprensa”, ano VI, número 1, página 4, segunda e terceira colunas.

1862 - Mês 1, Dia 2 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1878

9 de janeiro

“A Imprensa”, ano VI, número 3, página 4, segunda e terceira colunas.

1862 - Mês 1, Dia 9 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1886

11 de janeiro

“A Imprensa”, ano VI, número 4, página 4, segunda e terceira colunas.

1862 - Mês 1, Dia 11 - A Imprensa - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/035156/1890

22 de fevereiro

“A Coalição”, ano I, número 6, página 4, coluna central.

1862 - Mês 2, Dia 22 - A Coalição - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/704377/24

8 de março

“A Coalição”, ano I, número 10, página 4, coluna central.

1862 - Mês 3, Dia 8 - A Coalição - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/704377/38

15 de março

“A Coalição”, ano I, número 12, página 4, coluna central.

1862 - Mês 3, Dia 15 - A Coalição - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/704377/46

15 de maio

“A Coalição”, ano I, número 29, página 4, coluna central.

1862 - Mês 5, Dia 15 - A Coalição - Anúncio

http://memoria.bn.br/DocReader/704377/114

17 de setembro

“A Coalição”, ano I, número 65 página 4, coluna central.

http://memoria.bn.br/docreader/704377/264

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O busto de Maria Firmina

O romance “Úrsula”, se não teve a receptividade desejada por sua autora, cumpriu uma função fundamental na carreira de Maria Firmina: abriu-lhe as portas dos periódicos maranhenses, onde passou a publicar poemas a partir do final de 1860.

Busto de Maria Firmina

Busto de Maria Firmina esculpido pelo artista Flory Gama, em 1975, com base em informações coletadas pelo pesquisador José Nascimento Morais Filho, e atualmente exposto no Museu Histórico e Artístico do Maranhão.

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,no-centenario-de-morte-primeira-autora-negra-do-brasil-ganha-reedicao,70001909178

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Apoio

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